Sob os infortúnios que lhe sobreveio sorriu, em uma espécie de pena de si mesmo, uma lágrima e um riso celebrando em sua taça vazia o passado que naquele espaço não preenchia.
Se pudesse beberia de costas para evitar a contemplação exagerada do futuro e também para não perder a melancolia vespertina dos dias ociosos, os versos geridos da tristeza sob os vários aspectos da saudade.
Era filho de um deus indomável dentro de si, insatisfeito, tendo desprezo a todo contentamento. Ignorando de forma ignorante o perigo do precipício, saltava com impulso do susto e com a força de um filho que rasga o ventre da mãe para conhecer a vida.
Na conseqüência da queda sabia no íntimo que lhe pertencia muito mais o que deixara, o incerto estaria reservado a sorte e o passado reservado às lembranças, a guardiã perambularia pelas ruas, tal como poesia ambulante, guardando em seu abraço momentos não capturados pela fotografia.
Pintaria o rosto, atrás da maquiagem de palhaço se esconderia como se usasse uma máscara, preservando os seus segredos e assim não sendo contaminado na transformação do que não é.
Sorriria e riria, gargalharia e tudo iria parecer bem, tal como alegria circense.
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