Pela janela, a paisagem se confunde em cores misturadas, rabiscadas como ensaios, o olhar divaga despretensioso deixando o pensamento dançar na mescla de realidade e vontade.
A música toca como murmúrio, sussurrando os refrões para os lábios que se mexem mudos, a canção no silêncio da saudade, tentando distrair o tempo lento que passa do lado de fora, é a falta de sentido que parece lesar a cada centímetro distante da onde nunca quis partir.
É a lagrima que escorre quando as lembranças fazem o coração titubear quando os olhos se fecham e todos os momentos se tornam um filme de beijos, olhares, palavras e abraços. É o cheiro e o paladar inédito que sente vontade de compartilhar, e na falta, parece tudo perder a graça, como se todas as coisas pudessem ser o pretexto de impressionar, de conviver na mesma cena, tornando tudo em momentos para saborear, degustar cada instante.
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