(Germano Miura Torres)
A vida, a vida! Bem a vida, bom, a vida acabou!
É eu sei, complicado em um instante ela passou.
Você nem notou, muitos planos, mas tudo findou.
Quando achamos que nada mais nos surpreende, a morte o faz, vezes subitamente, outras bruscamente, a morte não é muito criteriosa.
A morte não discrimina, é imparcial, incorruptível.
Por mais que tente, não se pode suborná-la, ela é íntegra.
Não importa se você gosta da vida ou não, não faz diferença se você é bom ou não, se você se arrependeu ou não, a morte é inegociável, silenciosa, não habilita diálogos, misteriosa, não questiona e nem responde suas questões.
Ela nunca está atrasada e mesmo se ela estiver vamos achar que ela chegou cedo. Você pode estar sentando em um banquete farto de alimentos e amigos ou então pode estar sozinho em um canto escuro de uma avenida fria, tanto faz, ela ceifa seu fôlego da vida e te faz adormecer. A morte nunca erra seu alvo e quando parece que ela errou, pode ter certeza, ainda não era ela.
Solitária, sombria, seus amigos provavelmente já não existem mais, nem seus pais, nem ninguém que já esteve ao seu lado. Ela não pode recomendar sua própria morte, testemunha de crimes horrendos, finais trágicos, não se comove com as vidas ceifadas, não tem tempo, está sempre sendo solicitada, a todo instante!
Dizem que seu ultimo amigo se chamava Matusalém, durou mais tempo que devia até que um dia a morte ficou com dor na consciência e fez o seu dever, fechou os olhos de Matusalém, assim como fez com todos os humanos que ousara existir.
E agora diante da morte o que você vai dizer?
Não adianta ensaiar, ela não vai se comover...
E você achou que tinha mais um ano, ou um mês, ou um dia, mas não lhe resta mais nenhum segundo.
E quanto a vida, bem, a vida? É, a vida? A vida, bom, a morte levou!
É eu sei, complicado em um instante ela passou.
Você nem notou, muitos planos, mas tudo findou.
Quando achamos que nada mais nos surpreende, a morte o faz, vezes subitamente, outras bruscamente, a morte não é muito criteriosa.
A morte não discrimina, é imparcial, incorruptível.
Por mais que tente, não se pode suborná-la, ela é íntegra.
Não importa se você gosta da vida ou não, não faz diferença se você é bom ou não, se você se arrependeu ou não, a morte é inegociável, silenciosa, não habilita diálogos, misteriosa, não questiona e nem responde suas questões.
Ela nunca está atrasada e mesmo se ela estiver vamos achar que ela chegou cedo. Você pode estar sentando em um banquete farto de alimentos e amigos ou então pode estar sozinho em um canto escuro de uma avenida fria, tanto faz, ela ceifa seu fôlego da vida e te faz adormecer. A morte nunca erra seu alvo e quando parece que ela errou, pode ter certeza, ainda não era ela.
Solitária, sombria, seus amigos provavelmente já não existem mais, nem seus pais, nem ninguém que já esteve ao seu lado. Ela não pode recomendar sua própria morte, testemunha de crimes horrendos, finais trágicos, não se comove com as vidas ceifadas, não tem tempo, está sempre sendo solicitada, a todo instante!
Dizem que seu ultimo amigo se chamava Matusalém, durou mais tempo que devia até que um dia a morte ficou com dor na consciência e fez o seu dever, fechou os olhos de Matusalém, assim como fez com todos os humanos que ousara existir.
E agora diante da morte o que você vai dizer?
Não adianta ensaiar, ela não vai se comover...
E você achou que tinha mais um ano, ou um mês, ou um dia, mas não lhe resta mais nenhum segundo.
E quanto a vida, bem, a vida? É, a vida? A vida, bom, a morte levou!
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